Viver com qualidade e saúde é um desafio para muitos. Seja por causa da falta de tempo ou pelo stress do dia-a-dia, as pessoas perderam o costume de alimentar-se bem, praticar exercícios físicos e preocupar-se mais com si. Presas em maus hábitos, estas contraem doenças com mais frequência e envelhecem muito mais rápido.

Segundo à diretora da Sociedade Brasileira de Pediatria, Maisa Kairalla, o envelhecimento é caracterizado por um declínio do organismo, que pode ocasionar redução de força, perda de mobilidade articular e sensoriais, que prejudicam a capacidade coordenativa. Estas situações aliadas ao sedentarismo, geralmente diminuem a mobilidade geral com alteração no equilíbrio e na marcha. Essa marcha é o jeito que caminhamos, que por sinal diz muito sobre como está nossos sinais vitais.

De acordo com o médico do esporte Gustavo Magliocca, só 30% do envelhecimento tem a ver com a genética, os outros 70% estão relacionados com os nossos hábitos de vida.
Quais são esses hábitos de vida? São os hábitos alimentares, hábitos físicos e hábitos psíquicos.

• Hábitos alimentares: alimentar-se bem é essencial para uma vida prolongada e saudável. Você é o que você come e seu corpo responde à isso. Alimentos ricos em nutrientes, vitaminas, antioxidantes, fibras, proteínas são a base para uma alimentação de qualidade. Segundo à geriatra Jullyana Toledo, alimentos protetores do envelhecimento são aqueles ricos em antioxidantes, que retardam o envelhecimento das células. Aposte também em alimentos ricos em vitamina D e cálcio, e os de cor roxa, ricos em antocianina.

• Hábitos físicos: se exercitar também ajuda o cérebro. Quando praticamos uma atividade de intensidade moderada, os músculos produzem uma proteína, que cai na corrente sanguínea, vai para o cérebro e age nas conexões dos neurônios, melhorando as sinapses. Exercícios como musculação, ergometria, natação, hidroginástica, pilates são grandes exemplos para prática contra o envelhecimento.

• Hábitos psíquicos: além de exercitar o corpo, é importante cuidar do cérebro. Quando exercitamos o cérebro, o protegemos de toxinas que podem levar ao processo demencial, como Alzheimer, e preservamos a memória recente. A interação social também é uma ótima opção para o bem estar mental. Estar bem consigo mesmo e compartilhar experiências com colegas é essencial para o cérebro.
Pode-se observar, então, que a adoção de novos hábitos, hábitos saudáveis, influencia grandemente na longevidade. Estes segredos, por fim, não são tão secretos assim, por isso não há desculpas para manter-se ativo, saudável e feliz! Exercite-se, viva mais, viva feliz!

 

Fonte: Maisa Kairalla, diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria; Gustavo Magliocca, médico do esporte; Jullyana Toledo, geriatra.

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